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10 razões para estar na capital portuguesa

Lisboa, a bola da vez: 10 razões para estar na capital portuguesa

Lisboa, a bola da vez: 10 razões para estar na capital portuguesa

Arte, arquitetura, gastronomia, brisa do mar e harmoniosa combinação de história e modernidade compõem o charme da cidade, eleita a melhor do ano

A capital portuguesa nunca esteve tão na moda. Lisboa é a nova queridinha não só dos brasileiros, que estão se mudando de mala, cuia e, muitas vezes, com negócios e investimentos para lá. Mas também dos franceses, ingleses, chineses e de gente dos quatro cantos. Os reflexos são imediatos e saltam aos olhos — novidades que nascem do dia para a noite, 10 000 casas e apartamentos inscritos no Airbnb, um aumento de 46% no preço dos imóveis no centro histórico nos últimos dois anos e outros. Já as razões podem se estender em uma lista sem fim. Razões que também renderam à capital a designação de Melhor Cidade no Design Awards de 2017 da revista inglesa Wallpaper, que elege as melhores pessoas, locais e produtos de cada ano. Lisboa superou concorrentes como São Francisco (EUA) e Viena (Áustria).

Para resumir, aqui vão as 10 razões para estar na capital portuguesa e que explicam a sua popularidade:

1) O Maat

Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (Maat)

Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT), em Lisboa

Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (Maat) brotou em outubro do ano passado com linhas ousadas e futuristas às margens do Tejo em Belém, um projeto assinado pela super-arquiteta inglesa Amanda Levete. As lâminas de aço lembram a forma de uma onda e se integram harmonicamente a um edifício de tijolinhos do início século XX.

2) Os novos hotéis-design

Memmo Príncipe Real, em Lisboa

Memmo Príncipe Real, em Lisboa

Em uma cidade de hotelaria marcada de um lado por palacetes de mobiliário secular e, de outro, por grandes cadeias hoteleiras, a chegada de hotéis-design de verdade é um divisor de águas. Nessa categoria, a grande estrela é o Memmo Príncipe Real, com menos de seis meses de vida, que descortina uma vista de 180 graus do centro histórico e tem uma bela piscina de vista infinita.

3) As obras a mil por hora

Ribeira das Naus, Lisboa

Ribeira das Naus, Lisboa

As obras de melhorias não param. Primeiro, veio a abertura da zona da Praça do Comércio ao rio, na chamada Ribeira das Naus, cerca de três anos atrás. Com ela, Lisboa ganhou um belo calçadão à beira-Tejo com ciclovia e cafés cheios de charme. Entre as últimas novidades, estão o banho de tinta na região do Cais do Sodré e do Largo da Graça, que ficou com um simpático ar de cidadezinha do interior.

4) A constelação de estrelas Michelin

O restaurante Alma, em Lisboa, Portugal, comandado pelo chef Henrique Sá Pessoa

O restaurante Alma, em Lisboa, Portugal, comandado pelo chef Henrique Sá Pessoa

A edição 2017 foi um marco na história gastronômica de Portugal. Pela primeira vez, o país ganhou nove estrelas de uma só vez. Com a estreia do Loco, do chef Alexandre Silva, e do Alma, comandado por Henrique Sá Pessoa, a região de Lisboa e seus arredores passou a ter sete casas premiadas. Acompanham as boas novas na categoria uma estrela o Eleven, o Feitoria, o Fortaleza do Guincho (em Cascais) e o LAB by Sergi Arola (em Sintra), além do duas estrelas Belcanto, no Chiado.

5) O novo terminal portuário de Santa Apolônia

Terminal de cruzeiros de Lisboa

Terminal de cruzeiros de Lisboa

Os investimentos no turismo estão mais visíveis do que nunca. Uma das maiores provas disso é o novo terminal de cruzeiros, que tem inauguração prevista ainda para o primeiro semestre deste ano. A obra, orçada em 23 milhões de euros e assinada pelo arquiteto João Luís Carrilho da Graça, prevê um edifício de 13.800 metros quadrados que se assemelha a um moderno terminal de aeroporto. Com isso, a capacidade dos terminais da cidade aumentará de 500 000 para 1,8 milhão de passageiros por ano.

6) A proliferação de mercados e galerias

Time Out Market, em Lisboa

Time Out Market, em Lisboa

A onda agora é comer e fazer compras em grandes espaços do tipo multiuso. Pelo menos, quatro endereços do gênero são obrigatórios: o Time Out Market, com restaurantes de chefs premiados, academia da culinária e lojas; o Mercado de Campo de Ourique, que mistura bons restaurantes a bancas de frutas e açougues; o Lx Factory, uma antiga fábrica que é hoje um mix de lojas de design, agências de publicidade, restaurantes, confeitarias e bares; e a Embaixada Príncipe Real, que reúne lojas, restaurante e um ótimo bar de gim.

7) As feiras de arte e design

Lâmpada / cadeira (light bulb / chair)

Lâmpada / cadeira (light bulb / chair)

Lisboa finalmente entrou no circuito mundial. A primeira edição da ARCOLisboa, Feira Internacional de Arte Contemporânea nascida em Madri, aconteceu em 2016 e a edição de 2017 acontece no mês que vem, com a participação de cerca de 50 galerias. Na mesma seara, já se consagraram a Trienal de Arquitetura de Lisboa e a Bienal EXD, evento de arquitetura, design e criatividade contemporânea cuja próxima edição acontece este ano.

8) Os bares e rooftops descolados

Taberna Bairro do Avillez, em Lisboa

Taberna Bairro do Avillez, em Lisboa

Esqueça as tascas e os botecos que outrora ditavam a noite em lugares como o Bairro Alto. Aproveitando a geografia da “cidade das sete colinas”, os terraços e rooftops com lindas vistas são cada vez mais comuns – são boas pedidas o do hotel Memmo Alfama, as duas unidades do Topo e o Park. Nos últimos meses, a lista de bons bares e gastrobares entre o Chiado e o Príncipe Real ganhou nomes de peso como o Delirium Café, filial da famosa cerveja belga, a Taberna do Bairro do Avillez e o Tapisco.

9) A abertura de atrações seculares

Arco da Rua Augusta, em Lisboa

Arco da Rua Augusta, em Lisboa

Desde 1875, o Arco da Rua Augusta é o grande ícone da Baixa lisboeta – ele marca o ponto central de uma das arcadas da Praça do Comércio de frente para o Tejo. A novidade é que agora ele pode ser visitado no topo, com acesso por elevador e escadas. Lá no alto, tem-se uma vista incrível de 360 graus da cidade. Mais: o acervo do Museu dos Coches, aberto em 1905, ganhou uma bela casa nova. Agora, as carruagens da família real desde o século XVI estão acomodadas em um edifício projetado pelo arquiteto brasileiro Paulo Mendes da Rocha em parceria com o português Ricardo Bak Gordon.

10) O charme de antigamente

Bondinho nas ruas de Lisboa

Bondinho nas ruas de Lisboa

O melhor de tudo: as calçadas de pedra portuguesa não mudaram, os bondinhos elétricos não pararam de circular, as quitandas dos velhinhos não fecharam as portas e a vida segue o ritmo pacato e tranquilo a despeito de tanta modernidade à volta.

Fonte: Revista Veja

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