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Cientistas portugueses desenvolvem ferramenta inovadora no combate às cataratas

Cientistas portugueses desenvolvem ferramenta inovadora no combate às cataratas

Cientistas portugueses desenvolvem ferramenta inovadora no combate às cataratas

Dispositivo permite avaliar a evolução da doença ocular e assume-se como uma ferramenta essencial no diagnóstico, cirurgia e pós-operatório.

Uma equipa de investigadores do Instituto de Telecomunicações (IT) e do Departamento de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra é responsável pelo desenvolvimento de um dispositivo médico inovador e que promete revolucionar uma das intervenções médicas mais realizadas em todo o mundo: a cirurgia da catarata. A tecnologia – baseada em ultrassons de alta frequência e que usa sondas oftalmológicas –  tem como objetivo apoiar o diagnóstico da doença ocular, permitindo detetar as cataratas precocemente, apurar com precisão a sua localização e, ainda, registar a extensão dos dados causados pelas mesmas.

O dispositivo, desenvolvido no âmbito de um projeto de investigação financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), assume-se como uma ferramenta de diagnóstico simples, robusta e de baixo custo, mas com um enorme impacto nos serviços de saúde a nível mundial. Ao avaliar a progressão da doença, classificando o seu grau de severidade e estimando a sua dureza, o dispositivo constitui uma fonte de informação crucial para uma mais acertada decisão clínica.

“Implodir um prédio sem danificar o museu que o rodeia”

O dispositivo pretende revolucionar não só o diagnóstico da catarata, mas também as complicações no pós-operatório, que podem, graças à tecnologia, ser minimizadas. O conhecimento da dureza da catarata permite a seleção adequada da energia a utilizar na cirurgia, contribuindo para a precisão indispensável à operação. Miguel Caixinha, investigador do projeto, indica que “é necessário substituir o cristalino por uma nova lente intraocular, sem danificar a sua cápsula posterior e a córnea, nem causar lesões na retina”. “É como ter de implodir um prédio sem danificar o museu que o rodeia”, acrescenta o responsável.

Das experiências realizadas in vitro em cristalinos de suíno e in vivo em olhos de rato, com diferentes tipos de cataratas, verificou-se uma taxa de sucesso de 99,7 por cento na caracterização automática e na estimação da sua dureza. A equipa está, agora, à procura de parceiros para comercialização do dispositivo.

Recorde-se que a catarata é uma doença ocular associada, essencialmente, ao envelhecimento e caracteriza-se pelo desenvolvimento de opacidade do cristalino do olho, podendo provocar a perda de visão. A Organização Mundial de Saúde estima que, em 2020, a doença vai afetar 40 milhões de pessoas em todo o mundo.

Fonte: www.saudeonline.pt

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