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Crédito à habitação indexado à Euribor a 12 meses superou a dos seis meses

Crédito à habitação indexado à Euribor a 12 meses superou a dos seis meses

Crédito à habitação indexado à Euribor a 12 meses superou a dos seis meses

O número de novos contratos de crédito à habitação e o montante concedido aumentaram, respetivamente, 34,2% e 39,6% em 2016, a grande novidade foi a Euribor a 12 meses ter sido o indexante mais utilizado, ultrapassando, assim, a Euribor a 6 meses.

O ano passado foram celebrados 57 912 contratos de crédito à habitação num total de 5,5 mil milhões de euros. O número de novos contratos e o montante de crédito concedido aumentaram, respetivamente, 34,2% e 39,6% em 2016, depois de terem registado crescimentos de 51% e 65% em 2015, de acordo com o relatório revelado hoje pelo Banco de Portugal (BdP) – Relatório de Acompanhamento dos Mercados Bancários de Retalho 2016.

Assim, segundo o BdP 2016 voltou a ser um ano quem que o montante de novas contratações foi superado pelos reembolsos antecipados e pelos vencimentos, resultando numa redução do valor global da carteira de crédito à habitação, de 90,5 mil milhões de euros, no final de 2015, para 88,4 mil milhões de euros, no final de 2016. Foram ainda realizados reembolsos antecipados em contratos de crédito à habitação no montante de 3,2 mil milhões de euros, mais 45,4% do que no ano anterior.

Também o montante médio dos novos contratos de crédito à habitação aumentou (4%), assim como o prazo médio contratado (de 32,1 para 32,8 anos). A maioria dos contratos (83,4%) continuou a ser celebrada a taxa de juro variável, embora a importância deste tipo de taxa de juro se tenha reduzido (89,5% em 2015). A Euribor a 12 meses foi o indexante mais utilizado, ultrapassando, assim, a Euribor a 6 meses, o indexante mais frequente em 2015.

“O spread médio dos contratos a taxa de juro variável diminuiu 33 pontos base, para 1,98 pontos percentuais. As renegociações no crédito à habitação cresceram 6,9%. Ao longo do ano, tendo sido efetuadas 31 mil renegociações, respeitantes a cerca de 28 mil contratos; 11% dos contratos renegociados estavam em incumprimento”, refere o comunicado.

Fonte: http://www.jornaleconomico.sapo.pt

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