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Há 17 anos que a economia não crescia tanto na primeira metade do ano

Há 17 anos que a economia não crescia tanto na primeira metade do ano

Há 17 anos que a economia não crescia tanto na primeira metade do ano

Aumento do Produto Interno Bruto no primeiro semestre atingiu 2,8%. Para encontrar um valor mais alto é preciso recuar ao ano 2000. Dinâmica das importações acima das exportações no segundo trimestre penalizou o crescimento, impedindo que se chegasse aos 3%

Depois de um crescimento de 2,8% no primeiro trimestre, a expansão do Produto Interno Bruto no segundo trimestre foi de… 2,8%. É esse o valor avançado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), na estimativa rápida divulgada esta segunda-feira, para o crescimento da economia portuguesa em termos homólogos (isto é, em relação ao mesmo período do ano anterior). Um número que, antes de 2017, não era visto em Portugal há uma década, desde 2007.

Tudo somado, no conjunto do primeiro semestre do ano, o PIB cresceu 2,8% em relação aos primeiros seis meses de 2016. É o valor mais elevado registado no primeiro semestre desde o ano 2000, quando a expansão da atividade atingiu os 3,8%. Ou seja, há 17 anos que a economia portuguesa não crescia tanto na primeira metade do ano. Aliás, desde o primeiro semestre de 2010 – cerca de um ano antes da chegada da troika a Portugal – que o crescimento não chegava sequer à casa dos 2%. Até agora.

Aliás, desde o primeiro semestre de 2010 – cerca de um ano antes da chegada da troika a Portugal – que o crescimento não chegava sequer à casa dos 2%. Até agora.

Já em cadeia, ou seja, em relação aos primeiros três meses do ano, a variação do PIB ficou pelos 0,2%, o que compara com 1% no primeiro trimestre.

INVESTIMENTO ACELERA E PUXA PELO CRESCIMENTO

Afinal, o crescimento da economia portuguesa no segundo trimestre não chegou aos 3% de que tanto se falava. “Pode dizer-se que, como o segundo trimestre de 2016 foi de crescimento baixo, seria de esperar algo mais”, considera João César das Neves, professor da Católica Lisbon School of Business & Economics. Mas, “a diferença é mínima, são pequenas variações que não devem ser exageradas”, aponta, destacando que “na linha geral, a economia continua a recuperação”.

O INE não apresenta ainda os dados relativos às várias componentes do PIB, dado que se trata de uma estimativa rapida. Essa informação só no final do mês ficará disponível. Contudo, deixa já pistas claras sobre o que está a puxar pelo crescimento. E, também, o que o penalizou.

Assim, para variação de 2,8% em termos homólogos, “a procura interna manteve um contributo positivo elevado, superior ao do trimestre precedente, em resultado da aceleração do investimento”, destaca o INE. Ora, esta dinâmica do investimento “é essencial para o crescimento futuro da economia portuguesa”, frisa José Maria Brandão de Brito, economista-chefe do Millennium BCP.

Para João César das Neves, “o investimento é que deve centrar as nossas atenções”. Mas, é cauteloso na sua análise. Tudo por causa das eleições autárquicas: “Não se sabe se o surto de investimento dos últimos trimestres será realmente produtivo ou apenas construções de rotundas para favorecer candidaturas”. João César das Neves deixa um alerta: “Como o crédito às empresas continua a cair, é difícil que estes números representem uma aceleração da capacidade produtiva. Só na parte final do ano poderemos avaliar com certeza o significado desta evolução”.

Saiba mais em: www.expresso.sapo.pt

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