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A nova geração de empresas que está a mudar o mundo

A nova geração de empresas que está a mudar o mundo

A nova geração de empresas que está a mudar o mundo

A Farfetch, o único unicórnio (empresa avaliada em mais de mil milhões de dólares) de origem portuguesa, deverá ter em Portugal 1400 colaboradores, nos escritórios do Porto, Guimarães e em Lisboa. A tecnológica luso-britânica de moda de luxo, liderada por José Neves, inaugurou em agosto novas instalações de 3000 metros em Lisboa para dar resposta ao crescimento da operação.

A Talkdesk, especialista de software na nuvem para call centers, anunciou em junho a abertura de um novo escritório no Porto, que deverá ter 70 colaboradores até ao final do ano. Ao todo, contando com escritórios em Lisboa e São Francisco, a tecnológica fundada em 2011 por Tiago Paiva (na foto), deverá fechar o ano com 320 empregados (dos quais 120 em Lisboa). Em apenas seis anos, a Talkdesk caminha a passos largos para ser o próximo unicórnio. Tiago Paiva vai explicar como é criar e gerir uma empresa de crescimento exponencial no “Expresso da Meia-Noite”, na próxima segunda-feira. Um debate em que participam outros gestores portugueses e o guru Salim Ismail (ver entrevista na página ao lado), e que vai decorrer no âmbito do Unicorn Rise, em parceria entre a Accenture e o Expresso.

Os casos de sucesso da Farfetch e da Talkdesk ilustram bem como as startups tecnológicas de crescimento exponencial podem ser um importante fator de criação de riqueza e de emprego qualificado. E que este modelo tem espaço para crescer em Portugal, tal como já acontece noutras latitudes, por exemplo, no Silicon Valley e em Israel.

China ultrapassa Europa

E há outras scale ups tecnológicas portuguesas, como a Feedzai, Veniam ou Outsystems, que também já apresentam negócios globais e forte crescimento. São expoentes máximos do ecossistema português de empreendedorismo que podem no curto ou médio prazo fazer companhia à Farfetch na lista mundial dos unicórnios.

O número deste tipo de empresas de crescimento exponencial, que são detidas pelos fundadores e por investidores privados (capital de risco), tem vindo a disparar desde 2014. Hoje, segundo a consultora CB Insights, haverá a nível mundial 193 unicórnios que estão avaliados em 665 mil milhões de dólares (€556 mil milhões) e obtiveram financiamento que acende a 16 mil milhões de dólares (€105 mil milhões). Os Estados Unidos lideram com 105 unicórnios (52% do total) e continuam o principal local de nascimento deste tipo de empresas. Nos últimos anos, a China tem vindo a fazer grandes progressos e está a ameaçar a hegemonia norte-americana, conseguindo ter 23% dos unicórnios (46) a nível mundial e sete no top 20 dos mais valiosos (ver lista ao lado). A Europa já conseguiu gerar perto de 50 unicórnios, mas tendem a crescer mais devagar que os ‘nascidos’ nos EUA ou na China. A única empresa europeia deste tipo do top 20 da CB Insights é a sueca Spotify. Mesmo assim, destaca-se o dinamismo do Reino Unido com várias fintech (tecnológicas financeiras) unicórnios.

Os sectores de atividade com maior população de unicórnios são o comércio eletrónico (18%), seguido do software e serviços (14%) e das fintech (12%). Há outras áreas atrativas: redes sociais, cibersegurança, big data, media, equipamentos, imobiliário e serviços a pedido.

Algumas destas empresas que nasceram unicórnios já foram para a bolsa e foram bem sucedidas, porque conseguiram grandes valorizações (por exemplo, a Alibaba e a Facebook). Outras tiveram como ‘saída’ serem adquiridas por outras tecnológicas, como foi o caso da Whatsup, que foi comprada pela Facebook, e da Uber China, que foi adquirida pela rival Didi. A Cisco também já comprou dois unicórnios, a AppDynamics e a Jasper Technologies.

Ao invés, também existiram alguns casos de unicórnios que foram à falência porque os investidores deixaram de acreditar nos seus negócios. A britânica Powa, por exemplo, que tinha criado um sistema de pagamento móvel, foi ao tapete depois de ter chegado a valer 2,7 mil milhões de dólares.

Em termos de investidores, o mesmo estudo da CB Insights revela que existem 2800 a apostar em unicórnios, sendo a maioria empresas de capital de risco. A americana Sequoia é a mais ativa, com mais de 20 unicórnios na carteira.

Ameaça a sectores tradicionais?

Além de serem um fator de criação de riqueza e de emprego, estes unicórnios acabam por ter um efeito disruptivo nos sectores de atividade onde atuam. Os dois casos mais famosos são os da Uber e da Airbnb, dois dos mais valorizados unicórnios da atualidade. A Uber colocou em causa modelos estabelecidos de transporte individual através de táxis. E a Airbnb veio banalizar o alojamento local e competir com o negócio dos hotéis.

Tal como refere Salim Ismail na entrevista ao Expresso e no livro “Exponential Organizations”, os gestores das empresas tradicionais “têm muito a aprender com as empresas de crescimento exponencial”, porque elas são “dez vezes melhores, mais rápidas e mais baratas”.

O sector financeiro tradicional (banca e seguro) é um dos que está a ser mais ameaçado pelo aparecimento das financeiras tecnológicas (fintech) que propõem produtos mais baratos e apelativos. Nos últimos anos, segundo a Accenture, surgiram 2500 projetos de fintech que desencadearam investimentos de 50 mil milhões de dólares (€41 mil milhões). Uma pressão ao qual se junta o apetite pelos serviços financeiros dos gigantes da tecnologia GAFAA (Google, Apple, Facebook, Amazon e Alibaba).

ENTREVISTA

Salim Ismail Guru em inovação e disrupção digital e fundador da Singularity University

“Empresas europeias devem pensar global”

“O problema de muitos empreendedores europeus é de mentalidade. Pensam criar uma empresa para o mercado local ou da região e não pensam de forma global”, afirma Salim Ismail, especialista norte-americano em inovação, coautor do best-seller “Organizações Exponenciais”, que vai estar na conferência “Unicorn Rise”em Lisboa na próxima segunda-feira.

Fonte: msn.com

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