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Opinião. Cidades para estrangeiros (vi)ver

Opinião. Cidades para estrangeiros (vi)ver

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Hoje, em Portugal, tudo parece girar à volta do turismo.

A habitação é a nova paixão do governo. António Costa apontou como prioridade para os próximos dois anos criar uma política de habitação que dê a possibilidade à classe média e aos jovens de arrendarem casa nos centros das cidades. A solução para a habitação “não é matar o turismo”, mas tornar Lisboa e Porto “cidades da diversidade”, considerou o primeiro-ministro, alertando que “não se pode expulsar as classes médias” dos centros urbanos.

Mas a realidade é que os preços das casas em Lisboa e Porto, quer para comprar quer para arrendar, são cada vez mais inacessíveis ao bolso da maioria dos portugueses. Potenciados pela expectativa de ganhos rápidos com o boom do alojamento local.

Estes e outros temas, como o risco de não renovação de muitos contratos de arrendamento e a criação da nova Secretaria de Estado da Habitação, são os temas da entrevista desta semana do Dinheiro Vivo com Luís Menezes Leitão. O presidente da Associação Lisbonense de Proprietários já enviou ao governo um conjunto de propostas para “estimular o mercado e a confiança dos senhorios” e aumentar a oferta no arrendamento tradicional. Mas deixa um aviso: “A ideia de que acabamos com o alojamento local e volta tudo para o arrendamento tradicional é um erro.”

Hoje, em Portugal, tudo parece girar à volta do turismo. A Santa Casa quer, finalmente, dar o tiro de partida às corridas de cavalos já na primeira metade de 2018. Uma aposta que pode valer 825 milhões de euros e permitir criar 1500 postos de trabalho diretos e 11 mil indiretos… e que será mais polo de atração de turistas. E o grupo Pestana prepara-se para levar os seus hotéis CR7 até mais longe no mundo.

Os efeitos deste maior dinamismo empresarial, assente na crescente confiança de empresários e consumidores, espelha-se na sucessão de boas notícias: a taxa de desemprego caiu para 9% em junho, um valor que já não se via desde novembro de 2008. E até os bancos, depois de uma dolorosa redução de trabalhadores e de agências, começam de novo a dar lucros, com as suas contas mais limpas das carteiras de crédito malparado.

Fonte: https://www.dinheirovivo.pt

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