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Ser mulher empreendedora é um duplo desafio

Ser mulher empreendedora é um duplo desafio

Decidiu lançar um negócio em plena crise num mundo dominado por homens, mas Mariana Pedroso mostrou que é possível vencer inovando.

Portugal vivia em 2012 uma crise sem precedentes e dizem os especialistas que os negócios que se criam nestes períodos e conseguem se consolidar são os que estão talhados para o sucesso. Pelo menos, foi o que aconteceu com o Architect Your Home, lançado pela arquiteta Mariana Pedroso. Em momentos de depressão, o que pode fazer ‘vingar’ os projetos, são a inovação e a diferença, foi o que aconteceu com este negócio que soube ir ao encontro das necessidades de um mercado que vivia grandes dificuldades.

Mariana teve a ideia de trazer este conceito para Portugal numa altura em que tinha criado o meu próprio atelier, e procurava ideias inovadoras na área da arquitetura. “Após ter trabalhado perto de uma década em grandes escritórios de arquitetura portugueses, senti necessidade de seguir um percurso diferente – quando descobri o conceito do Architect Your Home fiquei muito entusiasmada, pesquisei muito e à época não havia nada que se aproximasse sequer remotamente em Portugal. Achei que valia a pena a aposta”. De uma forma resumida, o conceito passa por fazer obras e projetos à medida dos orçamentos disponíveis e podem ser apenas de uma divisão da casa. Todo o projeto é delineado à medida das necessidades e orçamentos dos clientes.

“Montar um negócio do zero é sempre um desafio. Lembro-me como se fosse ontem quando o telefone tocou pela primeira vez e angariámos o primeiro cliente. Nunca duvidei que o conceito funcionasse. Arrancar um negócio em época de crise é de facto difícil, apresenta mais dificuldades que num período próspero uma vez que na nossa área (arquitetura e construção) tudo abranda ou pára. Mas acho que os primeiros anos de uma empresa são sempre difíceis… e no nosso caso, mais do que sobreviver à crise, crescemos e criámos o nosso espaço no mercado”, recorda.

Mariana Pedroso explica ainda que ser mulher empreendedora é um duplo desafio! “Há, de facto, um ‘mundo de homens’ na construção e arquitetura, mas não só. Noto isso de forma constante e transversal ao nível dos quadros superiores das empresas com que temos lidado ao longo dos anos. Os decision makers são na grande maioria homens, sendo frequente ser a única mulher em diversas situações de trabalho. Defendo a igualdade de oportunidades no mercado de trabalho – mas não a igualdade de géneros (nunca mulheres e homens serão iguais!) – as mulheres e os homens têm diferentes timings e desafios na sua evolução profissional, mas sei que as mulheres – sobretudo se forem mães (no meu caso tenho duas filhas, uma com sete e outra com três anos) têm que trabalhar mais, ser muito focadas e com “grit” (que se pode traduzir por motivação, ou paixão por um objetivo a longo prazo) para chegar a esses lugares de topo”, explica a empreendedora. Apesar dessas situações Mariana não vê isso como um problema, no seu caso, garante que sempre se focou em objetivos muito claros, do que queria profissionalmente, sendo que a família está integrada nesse percurso e é a parte mais importante para o equilíbrio pessoal e vital para que o quadro esteja completo.

Sim, porque ser empreendedor implica muitos sacrifícios. “Não há horários, deixa de existir a noção de número de horas de trabalho ou dias de férias contados. Com isto não defendo que não haja tempo para nós próprios ou para a família – isso é fundamental para o equilíbrio pessoal e profissional – apenas sei que a partir do momento que avançamos com as nossas ideias e precisamos de as acarinhar e fazer crescer é preciso uma dedicação sem limites”, explica.

Entre as maiores dificuldades sentidas no início, a jovem empresária revela que foi arrancar com o negócio com muito pouco capital e uma equipa pequena (tinha apenas um sócia) e pessoalmente ter de gerir a gravidez e o nascimento da segunda filha enquanto tentava fazer crescer a empresa, “foi o maior sacrifício – as preocupações com a empresa não desaparecem e a licença de maternidade foi um período de difícil gestão”.

Quanto ao negócio, Mariana Pedroso não tem a menor dúvida sobre a necessidade da reabilitação do património edificado ao longo dos anos e vê isso como uma vertente muito válida na área da arquitetura. “Compensou apostar neste conceito de “Rede de arquitetos”. Somos atualmente 10 gabinetes por todo o país. Já desenvolvemos mais de 240 projetos e a faturação tem tido um crescimento muito estável”, esclarece Mariana Pedroso.

Fonte: www.jornaleconomico.sapo.pt

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