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Setor da construção está a crescer acima do previsto

Setor da construção está a crescer acima do previsto

O desempenho da construção revelou-se positivo durante o ano de 2017, com a produção a crescer a um ritmo superior ao que seria expectável, mais 5,9% face aos 2,6% previstos no início do ano. A confirmar-se, esta será a variação mais positiva dos últimos 19 anos.

O setor, que atravessou uma longa e grave crise, parece estar a dar sinais de recuperação. A Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas (FEPICOP), na última análise de conjuntura, revela que o ritmo de crescimento está a superar as expectativas.

A entidade indica, em comunicado, que o segmento da construção de edifícios residenciais foi o que mais contribuiu para a expansão da produção do setor (+8,0%), “particularmente a componente de trabalhos de reabilitação, cujo volume de produção cresce perto de 14%”.

Autarquias favorecem engenharia civil

A produção dos trabalhos de engenharia civil revelou, igualmente, um comportamento  favorável ao longo do ano, estimando-se um crescimento de 6% do volume de produção. “Para esta evolução e a avaliar pela informação relativa ao mercado das obras públicas muito contribuiu a realização, em outubro, de eleições autárquicas, as quais induziram, ao longo do ano, a realização de um volume assinalável de obras da responsabilidade das autarquias locais”, lê-se no documento.

Ainda assim, a expansão verificada em 2017 “revela-se claramente insuficiente para colmatar a diminuição de 8% registada no ano anterior e pouco contribui para moderar a queda de 36% que a produção deste segmento de atividade acumulou ao longo dos últimos seis anos e que foi o reflexo direto da brutal redução verificada ao nível do investimento público”.

Relativamente à componente privada, “o bom desempenho da economia beneficiou a produção deste tipo de trabalhos, que acelerou a sua expansão de mais 1% em 2016 para mais 3% em 2017, a par de um crescimento, até setembro, de 12% na área licenciada para construção deste tipo de edifícios”, conclui a FEPICOP.

Fonte: www.idealista.pt

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