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Zona ribeirinha de Lisboa é a mais procurada para novos escritórios

Até final de 2017 serão inaugurados mais 30.000 m2 de escritórios na zona ribeirinha de Lisboa, particularmente entre Cais do Sodré e Santos, passando a apresentar uma área total de 80.000 m2.

Os últimos estudos revelam que existe uma escassez de espaços de escritórios de qualidade na cidade de Lisboa, contudo é na zona ribeirinha da capital que estão a surgir novas ofertas. De acordo com o último relatório da consultora Cushman & Wakefield (C&W), também as empresas procuram cada vez mais esta zona (mais de 90% da procura registada em toda a zona 4 de 2014 a 2016 concentrou-se nas zonas de Santos e Cais do Sodré).

Integrada na zona 4 (zona histórica) do mercado de escritórios, esta localização era até 2008 pouco significativa no mercado da Grande Lisboa. Ainda que contasse com alguma oferta de edifícios de escritórios, os volumes de procura eram reduzidos e o seu crescimento residual.

De acordo com estudo, “o processo de mudança iniciou-se em 2008 com a inauguração no Cais do Sodré dos edifícios sede da Agência Europeia Marítima e do Observatório da Droga, e na Avenida 24 de Julho da sede do Banco BIG, e não foi alheio ao ambicioso projeto de intervenção urbanística que se iniciava em toda a zona e que se encontra hoje praticamente concluído”.

Em 2015 inaugurou na Avenida 24 de Julho um dos mais emblemáticos edifícios da cidade de Lisboa, a nova sede da EDP com 13.900 m2, autoria do arquiteto Manuel Aires Mateus. No final do ano passado chegou também ao Cais do Sodré um novo espaço de escritórios, com a opção da Second Home por se instalar no Mercado da Ribeira com um conceito de co-working altamente inovador e que tem vindo a gerar uma importante atividade empresarial na zona. O próprio Mercado da Ribeira, alvo de reabilitação em 2014 devido à inauguração do novo conceito de food hall implementado pela Time Out, teve um papel estruturante na renovação da zona ribeirinha. Ainda em 2016 foi ainda concluído o projeto de reabilitação do Edifício D. Luís, que trouxe ao mercado mais 10.300 m2 de nova oferta.

Mais três edifícios em 2017

Ao longo de 2017 são esperados mais três novos edifícios na zona, todos eles já com ocupação garantida por grandes ocupantes. A Abreu Advogados optou por instalar a sua sede num edifício em frente ao Jardim do Tabaco, um projeto de reabilitação urbana da Fidelidade com uma área total prevista de 6.000 m2. Outro escritório de advogados, Vieira de Almeida, escolheu também a zona ribeirinha como nova localização, num projeto na Rua D. Luís I que contará com 12.000 m2 de área. Por último, a Avenida 24 de Julho irá receber já em 2017 o grupo de media WPP, que consolidará as suas participadas no nº 62 em cerca de 10.000 m2, um projeto desenvolvido pelo The Edge Group.

Graças a todos estes projetos, as zonas de Santos e do Cais do Sodré, que até há poucos anos eram localizações com pouco impacto na vida da cidade, contam hoje com um vigor renovado, sendo atualmente destinos de referência em Lisboa.

Os dados de procura confirmam a preferência dos ocupantes por esta zona da cidade: de 2008 até 2016 foram transacionados na zona ribeirinha 48.000 m2 de ABL, que representam 72% da procura total da zona 4. “A forte atratividade da zona ribeirinha de Lisboa para o uso de escritórios deve manter-se, com um alargamento da mesma até Alcântara, onde existem alguns projetos de escritórios com uma dimensão muito considerável que em breve devem materializar-se, dada a escassez de espaços em toda a cidade”, revela o estudo da C&W.

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